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Bullying na infância : consequências para vida adulta.

Bullying na infância : consequências para vida adulta.

 

Post de uma terapeuta em EFT: 

Um pessoa me procurou para ajuda-la com uma questão emocional. Ela é bem sucedida profissionalmente, muito inteligente.  A sua auto estima é baixa.

Desde criança, sempre ganhou apelidos ruins, como botijão de gás e outros que não vou colocar para não expor a pessoa.

Na faculdade também ganhou vários apelidos (ruins, como ela mesma frisa), como fofoqueira, dedo duro, etc.

Diz que seus pais a tratam como criança, apesar de já ter quase 40 anos (mora com os pais).

Os namorados que arrumou, sempre foram eles que terminaram com ela. E todos eles estavam em outros relacionamentos que largavam e ficavam com ela e depois terminavam e voltavam com o relacionamento anterior.

Ela já passou com psicólogos, psiquiatras, terapeutas e não se sente melhor.

O seu ultimo relacionamento (ele era casado antes)  terminou com ela (minha cliente) e  já está noivo de outra, mas ela (minha cliente), não aceita e quer voltar.

Segundo suas próprias palavras: está muito chorona, se sente feia, não quer sair de casa, não consegue melhorar e diz que não entende porque eles agem assim, porque ela sempre se dedica ao outro, se preocupa, cuida.

Trabalhei com ela a questão dos apelidos, o fato dos pais a tratarem "como criança", a questão da faculdade. Pedimos a ajuda do Terapeuta Interior  e foram feitas várias ressignificações.

Mas quando disse a ela se ela estava aberta para que o Terapeuta Interior, agisse sobre a questão emocional referente ao seu Último relacionamento, ela disse que NÃO. Que não aceita, que sente muita falta dele e quer voltar. Que está buscando uma restauração (volta do relacionamento).

COMENTÁRIO SÔNIA:

Obrigada por colocar seu desafio. É trocando idéias que crescemos.  Você precisa formular a questão central desta pessoa. Isso é essencial a qualquer método terapêutico.

Sua questão central não é a dor da perda. Não é também porque ela não consegue manter seus namorados. Não é  o estigma que carregou quando criança  com apelidos negativos e também não é a forma infantil como seus pais a tratam . Foi legal trabalhar o que ela permitiu, mas a questão central ainda não foi formulada.

Conhecendo melhor a sua vida familiar durante a infância, como ela sentia seus pais, o que se passou nas relações, como ela reagiu aos eventos, que eventos a machucaram na vida familiar? Bem específicos: quando, onde, quais, com quem? 

Você trabalhou os apelidos. OK . Mas trabalhou os eventos específicos em que estes apelidos foram formulados e jogados sobre ela? Precisa sempre trabalhar quando eles a chamaram com os apelidos , quem estava lá, onde estavam, como foi, etc e o que ela sente agora quando se recorda do evento. Ok? Não basta apenas trabalhar os apelidos. 

Observando vários eventos específicos da infância você irá perceber qual a questão central dela: solidão por humilhação?  Medo do desamparo por não ser acolhida ?  Eu não tenho elementos para formular.  

Você precisa investigar mais. Ser o detetive. E chegando na questão central você trabalha articulando os eventos específicos com a questão central, aí libera a negatividade contida. Pode ser com Optimal ou Tapping ou os dois.

A resultante podemos ver: baixa auto estima, medo de perda, apego excessivo, demandas intensas de atenção e afeto. Dor de abandono. Estas respostas vc pode trabalhar analgesicamente mas não serão elas que resolverão o adoecimento desta paciente. 

É lógico e é normal que ela não queira trabalhar a dor da perda como é natural que ela queira voltar por apego. Ela não tem ainda capacidade de Amor no sentido espiritual de se doar. Ela se doa porque precisa receber em dobro. Seu amor não é oferta. Portanto está longe do Amor verdadeiro.

O que precisa ser trabalhado mesmo são as raízes dessas respostas emocionais negativas e defensivas. Ela não quer trabalhar a dor da perda: ela quer recuperar o preenchimento do seu buraco que, sim, aparentemente diminui sua dor.

Se trabalhar a questão central dela ligada aos eventos sofridos e traumáticos que viveu,  ligada às  sequelas emocionais que ainda sente hoje destes eventos , naturalmente ela criará relações mais saudáveis e saberá lidar com as perdas que a vida sempre nos surpreende. 

Os padrões repetitivos vão se flexibilizar. Ela provavelmente  tem mecanismos de medo e controle das relações com o sexo masculino que sufocam e afastam seus namorados. Mas também não adianta denunciar estes padrões. 

Não se denuncia defesas. Não se aponta defesas, se compreende que são funcionais ao adoecimento que vem das dores passadas. E se cuida das raízes. Elas te mostram a questão central que sempre é uma questão humana, que fere os requisitos éticos do ser pessoa. Porque machuca ali onde está a pessoa não tem recursos para  compreender e seguir em frente.  Então estanca. E  gesta defesas que impedem uma vida fluente e em paz. Impedem a amorosidade, sinônimo de liberdade, oferta, criatividade, evolução. 

Espero ter ajudado.
Beijos ,

Sonia

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ACADEMIA CLINICA
Sonia Novinsky
Sonia Novinsky Seguir

Psicoterapeuta . Diretora do Centro Gary Craig de Treinamento em EFT Oficial no Brasil. Atendimento on line e presencial. Supervisão em grupo para EFT Oficial ( tapping e Optimal). Práticas grupais de EFT. Contatos pelo whats: 11999941415

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