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DESPERTANDO PARA VIDA!

Tenho trabalhado com uma moça japonesa de 27 anos que parece 13. Praticamente uma menina que não cresceu. Até se formou na faculdade, mas não consegue trabalhar. Não consegue sair, não consegue ter amigos, tem apenas uma amiguinha de muitos anos. Sua principal queixa e´ depressão, falta de energia, cansaço, discursos mentais automáticos e descontrolados. Muita ansiedade e medo, de tudo. Fiz primeiro um pouco de EFT para a baixa energia, e tristeza, melhorou um pouco. Depois comecei a investigar a vida dela, os fatos traumáticos e achei muitos. Pai autoritário e alcóolatra, confiltos familiares, falta de dinheiro por falencia do pai, bullying na escola por acne, ausencia da mãe que teve que passar dois anos no Japão como operária, etc. De todos estes fatos, fomos fazendo tapping para as principais cenas, e colapsando as pernas desta mesa de tampo bastante forte. E fomos declinando a tristeza, ansiedade, falta de energia para 3, 1. E cada semana mais eventos, e mais eventos. E cada semana ela vinha sorrindo mais, dizendo que a energia voltava, que estava menos cansada, menos triste, começando a sonhar. "eu sempre quis ensinar os outros, fazer algo por eles, e ensinar algo para eles". E assim está despertando para vida. Brinquei com ela que no jogo das cadeiras ela sentiu sempre necessidade de sentar na mesma cadeira que a mãe, ( ela riu), e que agora a gente vai tentar que ela possa correr e sentar na cadeira dela, sozinha... De fato, o medo tambem terminou por dete-la junto a mãe ( que voltou), sem poder mobilizar sua energia para amadurecer e criar seu lugar no mundo. E assim esta´cada vez mais preparada pra vida. Ela vem de muito longe de onibus para ser atendida, de um bairro modesto de SP, com muita garra, e é isso que o sofrimento ensina pra gente, mesmo a maior depressão, ( quando se consegue interromper os medicamentos pesados, como ela fez), e se sentir a dor , o sofrimento, há espaço para ir com vigor, buscar ajuda e pegar esta ajuda com todas as forças. Não sou contra os medicamentos, mas há que cuidar deles não obturarem toda dor, senão a pessoa se anestesia e se mantém detida, sem dar o salto que precisa para recomeçar a evoluir.

Sonia Novinsky
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Psicologa - Emofree

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