Síndrome do Pânico
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Síndrome do Pânico

Ana (nome fictício) veio me pedir ajuda para a Síndrome do Pânico da qual sofria há mais de 12 anos... Só conseguia viajar de avião  quando tomava tranquilizantes, sentia-se muito mal em engarrafamentos, ao passar em túneis e trincheiras, ao andar de elevadores, escadas rolantes,  subir em andares altos, andar de ônibus, ir a cinemas e shows, aglomeração  de pessoas etc... enfim tinha a sensação de pânico toda vez que se sentia presa de alguma forma ou que saía do chão. Tinha a sensação de que iria perder o controle  de si, que poderia sair correndo, sentia muita insegurança... Já havia tratado com vários tipos de terapia mas não conseguia sucesso, apenas melhoras temporárias.

A principal queixa era que, a vida era uma prisão, um tormento. Queria sair desse aprisionamento  em que se encontrava, tinha que tomar tranquilizantes quase todo o tempo. Estava assim a uns 12 anos e queria voltar a viver... Iria fazer uma viagem longa no mês de agosto/2017 e estava muito preocupada com isso, pois, a exemplo de outras viagens, tinha medo de que fosse um fracasso a mais. Tinha muita vontade de se curar, se libertar dos remédios e levar uma vida normal...

Iniciamos as sessões. Foram tratados muitos episódios de uma vida inteiramente marcada por muita solidão e insegurança. O pai sempre foi muito inconstante e ausente. Quando ele estava presente, na maioria das vezes brigava e gritava muito. Maltratava (verbalmente) a todos na casa. A mãe, totalmente submissa, não conseguia colocar limites no pai e muitas vezes Ana é que tinha que tomar atitudes e consolar a mãe e o irmão. Cresceu assim, com este senso de responsabilidade pela mãe e o irmão e enfrentando o pai. Os pais também tinham Síndrome do Pânico. Foi assim por toda a infância, adolescência e durante o princípio de sua vida adulta. Num dado momento, Ana ainda teve que trabalhar com pai,  (que já tinha sido um empresário bem sucedido, mas que falira algumas vezes)... 

"- Você tem que trabalhar com seu pai para que acompanhe como vão as coisas na empresa senão vamos perder até o apartamento em que moramos"... foi o que ouviu da mãe, e assim o fez,  para que a família não perdesse seus bens, devido à má administração da empresa e para preservar seu nome, uma vez que seu pai lhe pedira o nome emprestado para abrir esta empresa... Estando lá ainda aguentou muitos desaforos, pois  veio descobrir que a sócia da empresa, na realidade era a amante do pai... 

As sessões de EFT começaram em março e tratamos muitos eventos,  muitos episódios tristes de abandono, solidão e violência verbal do pai aliada à submissão da mãe que não conseguia protegê-la, juntamente com as humilhações sofridas na empresa, pelo pai e pela amante, até chegarmos ao fato que efetivamente desencadeou a Síndrome do Pânico em si, que foi quando Ana estava dirigindo e, ao voltar de um dia muito difícil na empresa, ficou presa num trânsito muito pesado no anel rodoviário com muita chuva e repleto de caminhões de carga que jogavam muita água no carro dela fazendo com que ficasse sem nenhuma visibilidade. A partir desse momento perdeu o controle e passou a se tratar com psiquiatra e a tomar tranquilizantes. Mesmo assim demorou mais uns 3 meses  para sair da empresa. Só o fez quando conseguiu tirar seu nome da sociedade. Foram 5 anos vivendo neste contexto.  Estava então com 28 anos...

Em meados de agosto/17  Ana, enfim viajou. Na ida, ainda receosa de suas reações, tomou calmante antes de entrar no avião. No entanto, ao chegar ao seu destino conseguiu fazer  e x a t a m e n t e  tudo que queria: Andou de trem e metrô, foi em estações de esqui em lugares muito altos, entrou em adegas escuras, andou de escadas rolantes sem sentir nenhuma limitação, nenhum medo, nada de pânico (ficava todo o tempo perguntando para si "- Como assim... não estou com medo? Como estou conseguindo ficar dentro dessa adega escura? Estou jantando neste restaurante num andar alto e estou bem?...") e o  melhor de tudo... sem medicamentos. Na volta da viagem entrou no avião sem sentir absolutamente nada... Conseguimos enfim debelar o pânico.  Ela está muito, muito feliz. Mas vamos prosseguindo. Agora estamos trabalhando  as dificuldades no relacionamento com os pais e algumas lembranças  que ainda incomodam, mas que tem uma intensidade bem menor ... 

Comunidade EFT Oficial
Silvana Nunes
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Terapeuta em EFT Oficial: Golden Standart EFT e Optimal EFT - Master Reiki

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