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Tenho um filho autista, ou um cliente autista... como posso ajuda-lo?

O autismo aparece para quem o observa como um fechamento. A criança como que se encerra no seu próprio mundo e não consegue receber ou emitir alguma comunicação, seja afetiva, seja informativa. Como se vivesse no seu mundo, como se nada do mundo ambiente a interessasse ou mobilizasse. Precisar se relacionar com uma criança autista é muito penoso, porque o que quer que façamos não encontra eco nela.

Tenho aprendido na clínica e com alguns professores, como Gilberto Safra, que é um grande clínico, como fazer algum contato com uma criança autista, para depois ser possível que ela lhe permita fazer o EFT e ajuda-la assim a viver o melhor possível e talvez até evoluir um pouco.

Cuidei de uma criança autista quando ela tinha 12 anos que hoje já é adulta e está com 35. Tem sequelas, mas foi bom, porque até hoje ela me liga e me pede se posso continuar fazendo as massagens (Tapping) que eu fazia nela.

Mas no começo não foi fácil. Ela ficava sentada olhando para baixo. Até que eu tive a ideia de me movimentar com uma musica suave, como se dançasse o que queria comunicar. Depois de um tempo ela fez um gesto e eu como que completei seu gesto. Ela fez outro gesto e eu como que dei sequencia ao seu gesto com meu corpo e meus braços. E ela sentiu neste momento como que se eu acolhesse seu ser, aquilo que ela queria expressar. E assim nossas sessões se transformaram em comunicações pelo movimento corporal: aos poucos ela fazia um som e eu seguia  no mesmo tom.

Todas estas experiências foram de grande valia pois criamos uma comunicação não verbal, mas que foi se transformando em afeto, em trocas. Às vezes ela conseguia me imitar mas geralmente era eu que a seguia. Isso tornou possível que eu tentasse o EFT, primeiro em mim e ela me seguia fazendo em si mesma, depois eu fazia nela (são as “massagens” de que ela se lembra até hoje), focando na questão do desamparo, do não se sentir acolhida, do nascimento do irmão, alguns eventos que sua mãe havia me contado que foram negativos para ela.

Não acho que seja possível com o EFT Oficial curar uma criança autista de forma radical, tornando-a uma pessoa integrada como qualquer outra na vida produtiva. Mas acho que se pode aliviar muito o sofrimento autista, a solidão em que ela vive, a tristeza que parece sentir.

Com o EFT Oficial vale a pena tentar tudo, porque não vai ter efeitos colaterais. Você pode não conseguir uma cura total, mas vai sem dúvida criar um vinculo que permitirá uma melhora de qualidade de vida do paciente e da família.
Porque você pode ir mostrando para família o que o autista precisa, como começar esta conexão com ele. E sempre o corpo é muito importante nesta busca. Sempre passando a mensagem afetiva de que você o compreende e acolhe sua comunicação não verbal.

 

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Sonia Novinsky
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Psicologa - Emofree

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