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Trabalhando a Insegurança

Trabalhando a Insegurança

Atendi uma cliente com a seguinte queixa: “o problema que mais me incomoda é a insegurança. Me sinto insegura em meus relacionamentos, principalmente com o meu marido”.

Eu expliquei para ela, que não conhecia, como a técnica do EFT lida com as emoções que surgem e se transformam em traumas e crenças que passam a atuar, como um "vírus" de computador, no nosso inconsciente fazendo fatos semelhantes se repetirem ao longo da vida e como iria proceder a aplicação.

Falei sobre os pontos da acupuntura que iríamos trabalhar com toques. Depois do relato queixa dela eu expliquei sobre a metáfora do Tampo da Mesa e disse a ela que insegurança está no tampo da mesa e que precisávamos encontrar os eventos específicos que seriam as pernas da mesa.

Pedi para relatar alguma ocorrência do passado em que tinha ficado claro pra ela a questão insegurança. Ela disse que não lembrava. Então perguntei se quando criança ela se lembrava de alguma emoção marcante.

Então disse que não lembrava, mas que a irmã contou a ela que “nosso pai abandonou a nossa casa quando você tinha quatro anos”... Mas ela não lembra disso e nem que esse fato tenha alguma importância.

Eu disse a ela que, mesmo não se lembrando, esse é um fato marcante para uma criança e expliquei tudo o que pode passar na cabeça de uma criança em um momento como esse: medo, insegurança, rejeição, sentimento de culpa.

Então me disse que nunca tinha pensado nisso e que tem tudo a ver com ela. Narrou que quando tinha sete anos ouviu a irmã comentar com outra pessoa que ela ia ficar disponível para ser a companheira da mãe durante a vida.

Ela ficou assustada com essa responsabilidade que estavam programando para ela e assim ocorreu. Até pouco tempo atrás, sentia muita culpa quando precisava sair e deixar a mãe, que a mãe ficava cobrando dela a presença e o cuidado e a chamava de ingrata quando ficava aborrecida. “Você é uma ingrata. Eu cuidei de você esse tempo todo e você não dá retorno, não me ajuda em nada.”

Mais uma vez, reforçava o sentimento de culpa, de rejeição, o medo, e a insegurança.

Ela me disse que foi adotada quando nasceu e que não conheceu os pais biológicos.Com essas informações começamos a fazer o tapping. Primeiro trabalhamos o momento da adoção que pode ter deixado alguma marca na criança. Foi tudo bem.

Depois trabalhamos o abandono do pai ao sair de casa e não mais retornar e ter perdido o contato com os filhos. Apesar dela ter dito que isso não mexia com ela pois não se lembrava por só ter quatro anos, ela ficou muito emocionada depois da rodada e com vontade de chorar. Repetimos a rodada e o a vontade de chorar diminuiu.

Perguntei e ela me disse que estava com um nó na garganta. Fizemos mais EFT para o nó na garganta até que sumiu. Continuamos a trabalhar a saída do pai de casa, falando sobre rejeição, sentimento de culpa, medo de ficar só, insegurança, enfim, tudo que poderia passar na cabeça de uma criança de quatro anos e que não entendeu o motivo de seu pai ter saído de casa.

Depois disso trabalhamos a questão da mãe chama-la de ingrata o que reforçava o sentimento de culpa.

Surgiu outra lembrança de ciúmes da mãe para com ela quando ela comentava coisas com a irmã sem ter antes comentado com a mãe. A mãe ficava chateada e não falava nada com ela.

Ela se sentia culpada achando que havia feito alguma coisa de errado e por isso a mãe estava aborrecida. Só depois foi que a mãe disse que ela não comentava as coisas com ela da mesma forma que fazia com a irmã.

Fiz várias rodadas sobre esses eventos e depois ressignifiquei o tratamento da mãe para com ela falando que também deve ter sido nada fácil para a mãe ter sido abandonada pelo marido e ter que dar conta da casa e dos filhos. Ela concordou. Perguntei se ela tinha mágoa ou ressentimento da mãe e ela disse que não.

Então durante o procedimento ficaram muito claro os eventos que causaram o sentimento de culpa, rejeição, medo de abandono e causando, atualmente, a insegurança.

Terminamos fechando o trabalho com o Terapeuta Interior.

Ela ficou muito bem no final e se sentindo mais leve e muito melhor do que quando entrou.

Eu me sinto mais energizado e feliz quando termino uma sessão.

Grato por tudo.

Comunidade EFT Oficial
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